Pessoal,
Você deve ter escutado sobre o nobre parlamentar que disse estar se lixando para a opinião pública!
Eis o link do comentário da Lúcia Hipólito, na CBN!
Ouçam e pensem!
http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/lucia-hippolito/2009/05/07/SETE-VEZES-ELEITO-DEPUTADO-SERGIO-MORAES-DIZ-SE-LIXAR-PARA-A-OPINIAO-PUBLICA.htm
domingo, 10 de maio de 2009
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Brasil com novos fusos horários!
Olá pessoal,
Como você sabe o Brasil possui 4 fusos horários, sendo o segundo o oficial do país, o horário de Brasília, que está três horas atrasado em relação à Greenwich.
Certo?
Errado!
Houve uma mudança!
Olhe a lei abaixo:
LEI Nº 11.662, DE 24 DE ABRIL DE 2008
Altera as alíneas b e c e revoga a alínea d do art. 2º do Decreto no 2.784, de 18 de junho de 1913, a fim de modificar os fusos horários do Estado do Acre e de parte do Estado do Amazonas do fuso horário Greenwich "menos cinco horas" para o fuso horário Greenwich "menos quatro horas", e da parte ocidental do Estado do Pará do fuso horário Greenwich "menos quatro horas" para o fuso horário Greenwich "menos três horas".
Ou seja, a partir dessa nova divisão de fusos, temos as seguintes mudanças:
Acabou o quarto fuso horário brasileiro;
O Pará e o Amazonas passam a ter um único fuso horário, antes tinham dois fusos;
O Acre e o oeste do Amazonas passam para o 3º. Fuso;
O Pará fica totalmente no 2º. Fuso.
Confira no mapa:

Até a próxima!
Como você sabe o Brasil possui 4 fusos horários, sendo o segundo o oficial do país, o horário de Brasília, que está três horas atrasado em relação à Greenwich.
Certo?
Errado!
Houve uma mudança!
Olhe a lei abaixo:
LEI Nº 11.662, DE 24 DE ABRIL DE 2008
Altera as alíneas b e c e revoga a alínea d do art. 2º do Decreto no 2.784, de 18 de junho de 1913, a fim de modificar os fusos horários do Estado do Acre e de parte do Estado do Amazonas do fuso horário Greenwich "menos cinco horas" para o fuso horário Greenwich "menos quatro horas", e da parte ocidental do Estado do Pará do fuso horário Greenwich "menos quatro horas" para o fuso horário Greenwich "menos três horas".
Ou seja, a partir dessa nova divisão de fusos, temos as seguintes mudanças:
Acabou o quarto fuso horário brasileiro;
O Pará e o Amazonas passam a ter um único fuso horário, antes tinham dois fusos;
O Acre e o oeste do Amazonas passam para o 3º. Fuso;
O Pará fica totalmente no 2º. Fuso.
Confira no mapa:

Até a próxima!
China supera Estados Unidos e torna-se maior parceiro comercial do Brasil
Stênio Ribeiro
Da Agência Brasil
Em Brasília
O mês de abril marcou uma mudança histórica nas relações comerciais do Brasil. Pela primeira vez, a China se consolidou como maior parceiro comercial do país. Neste ano, os chineses foram responsáveis pelo volume mais alto de comércio (soma de exportações e importações) com os brasileiros.
O Brasil manteve os Estados Unidos como principal parceiro a partir de 1930, quando os norte-americanos desbancaram a Inglaterra do pódio do comércio mundial.
"Não quer dizer que isso vá se estabilizar a médio prazo dessa forma, e esperamos que os Estados Unidos se recuperem a partir de 2010, disse o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral.
Ele lembrou que as vendas brasileiras caíram, em média, 30% para os EUA, Europa, e América Latina. Mantiveram-se estáveis para o Oriente Médio e África. Mas cresceram 28,2% para a Ásia, com a China sendo responsável por dois terços das compras asiáticas de produtos do Brasil.
A China importou US$ 5,627 bilhões em produtos brasileiros no primeiro quadrimestre deste ano, com expansão de 64,7% comparado a igual período de 2008. Já os EUA compraram US$ 4,925 bilhões e caíram 35,3% na mesma base de comparação.
De janeiro a abril, o Brasil ainda comprou mais dos EUA (US$ 6,841 bilhões) que da China (US$ 4,616 bilhões), mas a corrente de comércio (exportações mais importações) é favorável ao país asiático em US$ 1,523 bilhão.
O secretário ressaltou que "a Ásia como um todo passa a ser o centro dinâmico ao qual os exportadores brasileiros terão que dar crescente atenção". É uma tendência que vinha se verificando mesmo antes da crise internacional, com importações crescentes também de Taiwan, Coreia do Sul, Indonésia e Índia, dentre outros.
Em abril, a balança comercial brasileira teve boa recuperação e manteve a tendência de menor queda nas exportações que nas importações. As vendas nacionais recuaram 8% em relação a abril do ano passado, mas cresceram 14,8% na comparação com o mês anterior, ao passo que as importações se retraíram 26,6% ante abril de 2008 e caíram 5,6% em relação a março.
O saldo comercial (exportações menos importações), no valor de US$ 3,712 bilhões, aumentou 109,5% na comparação com os US$ 1,772 bilhão de superávit em março, constituindo-se no melhor saldo mensal desde maio do ano passado. Com isso, o saldo acumulado no ano saltou para US$ 6,772 bilhões, com aumento de 49,4% sobre o saldo do mesmo período de 2008.
Segundo Barral, as exportações continuam menores que no período anterior à crise financeira, iniciada em setembro do ano passado, "mas mostram tendência de recuperação enquanto no caso das importações a tendência é de queda".
Ele afirmou que os preços internacionais se retraíram um pouco, depois da crise financeira internacional, mas salientou que o Brasil está compensando isso com a exportação de maiores volumes, principalmente de produtos agrícolas, com a safra iniciada em março.
Na relação abril/março o Brasil exportou mais açúcar (10,2%), café em grão (10,8%), couro (19,3%), carne bovina (14%), carne de frango (21,5%), carne suína (18%), petróleo (42,5%), automóveis (23,8%), autopeças (18,4%), minério de ferro (16,6%), celulose (55,3%), produtos químicos (22,9%), semimanufaturados de ferro e aço (53,1%), laminados planos (25,6%), fio-máquina e barra de ferro/aço (15,2%) e alumínio em bruto (50,7%).
Em comparação com abril de 2008, os maiores aumentos foram de suco de laranja (259,6%), óleos brutos de petróleo (229,6%), minério de ferro (115,7%), óxidos e hidróxidos de alumínio (106,3%), açúcar em bruto (97%), celulose (68,6%) e farelo de soja (54,4%).
Houve queda, porém, nas vendas de óleos combustíveis (-75,1%), aparelhos transmissores e/ou receptores (-39,9%), autopeças (-33,4%), pneumáticos (-31,7%), calçados e partes (-30,6%), etanol (-28,7%), automóveis (-22,9%), laminados planos (-21,7%), aviões (-16,3%), couros e peles (-53,8%), ferro-ligas (-14,8%) e óleo de soja em bruto (-97,7%).
Da Agência Brasil
Em Brasília
O mês de abril marcou uma mudança histórica nas relações comerciais do Brasil. Pela primeira vez, a China se consolidou como maior parceiro comercial do país. Neste ano, os chineses foram responsáveis pelo volume mais alto de comércio (soma de exportações e importações) com os brasileiros.
O Brasil manteve os Estados Unidos como principal parceiro a partir de 1930, quando os norte-americanos desbancaram a Inglaterra do pódio do comércio mundial.
"Não quer dizer que isso vá se estabilizar a médio prazo dessa forma, e esperamos que os Estados Unidos se recuperem a partir de 2010, disse o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral.
Ele lembrou que as vendas brasileiras caíram, em média, 30% para os EUA, Europa, e América Latina. Mantiveram-se estáveis para o Oriente Médio e África. Mas cresceram 28,2% para a Ásia, com a China sendo responsável por dois terços das compras asiáticas de produtos do Brasil.
A China importou US$ 5,627 bilhões em produtos brasileiros no primeiro quadrimestre deste ano, com expansão de 64,7% comparado a igual período de 2008. Já os EUA compraram US$ 4,925 bilhões e caíram 35,3% na mesma base de comparação.
De janeiro a abril, o Brasil ainda comprou mais dos EUA (US$ 6,841 bilhões) que da China (US$ 4,616 bilhões), mas a corrente de comércio (exportações mais importações) é favorável ao país asiático em US$ 1,523 bilhão.
O secretário ressaltou que "a Ásia como um todo passa a ser o centro dinâmico ao qual os exportadores brasileiros terão que dar crescente atenção". É uma tendência que vinha se verificando mesmo antes da crise internacional, com importações crescentes também de Taiwan, Coreia do Sul, Indonésia e Índia, dentre outros.
Em abril, a balança comercial brasileira teve boa recuperação e manteve a tendência de menor queda nas exportações que nas importações. As vendas nacionais recuaram 8% em relação a abril do ano passado, mas cresceram 14,8% na comparação com o mês anterior, ao passo que as importações se retraíram 26,6% ante abril de 2008 e caíram 5,6% em relação a março.
O saldo comercial (exportações menos importações), no valor de US$ 3,712 bilhões, aumentou 109,5% na comparação com os US$ 1,772 bilhão de superávit em março, constituindo-se no melhor saldo mensal desde maio do ano passado. Com isso, o saldo acumulado no ano saltou para US$ 6,772 bilhões, com aumento de 49,4% sobre o saldo do mesmo período de 2008.
Segundo Barral, as exportações continuam menores que no período anterior à crise financeira, iniciada em setembro do ano passado, "mas mostram tendência de recuperação enquanto no caso das importações a tendência é de queda".
Ele afirmou que os preços internacionais se retraíram um pouco, depois da crise financeira internacional, mas salientou que o Brasil está compensando isso com a exportação de maiores volumes, principalmente de produtos agrícolas, com a safra iniciada em março.
Na relação abril/março o Brasil exportou mais açúcar (10,2%), café em grão (10,8%), couro (19,3%), carne bovina (14%), carne de frango (21,5%), carne suína (18%), petróleo (42,5%), automóveis (23,8%), autopeças (18,4%), minério de ferro (16,6%), celulose (55,3%), produtos químicos (22,9%), semimanufaturados de ferro e aço (53,1%), laminados planos (25,6%), fio-máquina e barra de ferro/aço (15,2%) e alumínio em bruto (50,7%).
Em comparação com abril de 2008, os maiores aumentos foram de suco de laranja (259,6%), óleos brutos de petróleo (229,6%), minério de ferro (115,7%), óxidos e hidróxidos de alumínio (106,3%), açúcar em bruto (97%), celulose (68,6%) e farelo de soja (54,4%).
Houve queda, porém, nas vendas de óleos combustíveis (-75,1%), aparelhos transmissores e/ou receptores (-39,9%), autopeças (-33,4%), pneumáticos (-31,7%), calçados e partes (-30,6%), etanol (-28,7%), automóveis (-22,9%), laminados planos (-21,7%), aviões (-16,3%), couros e peles (-53,8%), ferro-ligas (-14,8%) e óleo de soja em bruto (-97,7%).
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Mudanças na Fuvest 2010
Olá!
A USP aprovou um novo formato para o vestibular da Fuvest 2010.
Seguem algumas informações importantes:
O Conselho de Graduação da USP (Universidade de São Paulo) aprovou na tarde desta quinta-feira (16) mudanças para o próximo processo seletivo, segundo informou a assessoria de imprensa da instituição. A Fuvest 2010, no novo formato, manterá a primeira fase com 90 questões, mas as provas da segunda fase foram alteradas.
A primeira fase também passou a ser eliminatória - ou seja, a nota não conta mais no final do processo seletivo para classificar os estudantes. Apenas elimina quem não tiver desempenho suficiente para chegar à etapa final.
A segunda fase do vestibular vai avaliar todas as matérias do ensino médio. Até a Fuvest 2009, só disciplinas relacionadas ao curso pretendido eram alvo de exames.
COMO ERA:
1ª fase
Eliminava e dava pontos para a classificação final dos candidatos
2ª fase
Avaliava apenas as disciplinas específicas de cada curso. Cada candidato tinha até quatro dias de exame. Todos os vestibulandos realizavam a prova de português no primeiro dia. O número de pontos na segunda fase variava de acordo com a carreira, com total máximo de 160 pontos
COMO FICA:
1ª fase
Só elimina quem não atinge a nota de corte. Não rende pontos na classificação
2ª fase
Será restrita a três dias. O primeiro continua igual. No segundo dia, haverá uma prova com 20 questões de química, biologia, matemática, física, geografia e história. No último dia é a vez das questões específicas - 12 perguntas de até três matérias escolhidas por curso
No primeiro dia da segunda fase, o candidato resolverá uma prova de português com dez questões discursivas, mais uma redação. No segundo dia, será a vez de 20 perguntas de biologia, química, física, matemática, história, geografia e inglês. Já o terceiro dia terá 12 questões que podem variar conforme o curso (até três disciplinas podem ser abordadas).
Contextualização
A USP também pretende incluir questões contextualizadas na segunda fase, que abarquem conhecimentos de mais de uma disciplina - as chamadas perguntas interdisciplinares. De acordo com a proposta da instituição, uma maneira de se cobrar o conteúdo de maneira integrada é fazendo enunciados que exijam a resolução de problemas.
As alterações no processo seletivo começam já na primeira fase, que deverá ter caráter mais generalista e apenas eliminar os candidatos menos preparados. A pontuação obtida nesta fase, diferentemente do que ocorreu até a Fuvest 2009, não será mais aproveitada na nota final e na classificação dos vestibulandos.
O projeto pretende fazer com que a segunda fase seja mais "padronizada" e executada em três dias. Todos os vestibulandos continuam com os exames de português inaugurando a etapa decisiva da seleção.
Para os cursos de arquitetura, artes plásticas e artes cênicas, será aplicada também uma prova de habilidades específicas, considerada a quarta avaliação da segunda fase.
A USP aprovou um novo formato para o vestibular da Fuvest 2010.
Seguem algumas informações importantes:
O Conselho de Graduação da USP (Universidade de São Paulo) aprovou na tarde desta quinta-feira (16) mudanças para o próximo processo seletivo, segundo informou a assessoria de imprensa da instituição. A Fuvest 2010, no novo formato, manterá a primeira fase com 90 questões, mas as provas da segunda fase foram alteradas.
A primeira fase também passou a ser eliminatória - ou seja, a nota não conta mais no final do processo seletivo para classificar os estudantes. Apenas elimina quem não tiver desempenho suficiente para chegar à etapa final.
A segunda fase do vestibular vai avaliar todas as matérias do ensino médio. Até a Fuvest 2009, só disciplinas relacionadas ao curso pretendido eram alvo de exames.
COMO ERA:
1ª fase
Eliminava e dava pontos para a classificação final dos candidatos
2ª fase
Avaliava apenas as disciplinas específicas de cada curso. Cada candidato tinha até quatro dias de exame. Todos os vestibulandos realizavam a prova de português no primeiro dia. O número de pontos na segunda fase variava de acordo com a carreira, com total máximo de 160 pontos
COMO FICA:
1ª fase
Só elimina quem não atinge a nota de corte. Não rende pontos na classificação
2ª fase
Será restrita a três dias. O primeiro continua igual. No segundo dia, haverá uma prova com 20 questões de química, biologia, matemática, física, geografia e história. No último dia é a vez das questões específicas - 12 perguntas de até três matérias escolhidas por curso
No primeiro dia da segunda fase, o candidato resolverá uma prova de português com dez questões discursivas, mais uma redação. No segundo dia, será a vez de 20 perguntas de biologia, química, física, matemática, história, geografia e inglês. Já o terceiro dia terá 12 questões que podem variar conforme o curso (até três disciplinas podem ser abordadas).
Contextualização
A USP também pretende incluir questões contextualizadas na segunda fase, que abarquem conhecimentos de mais de uma disciplina - as chamadas perguntas interdisciplinares. De acordo com a proposta da instituição, uma maneira de se cobrar o conteúdo de maneira integrada é fazendo enunciados que exijam a resolução de problemas.
As alterações no processo seletivo começam já na primeira fase, que deverá ter caráter mais generalista e apenas eliminar os candidatos menos preparados. A pontuação obtida nesta fase, diferentemente do que ocorreu até a Fuvest 2009, não será mais aproveitada na nota final e na classificação dos vestibulandos.
O projeto pretende fazer com que a segunda fase seja mais "padronizada" e executada em três dias. Todos os vestibulandos continuam com os exames de português inaugurando a etapa decisiva da seleção.
Para os cursos de arquitetura, artes plásticas e artes cênicas, será aplicada também uma prova de habilidades específicas, considerada a quarta avaliação da segunda fase.
UNIÃO EUROPEIA
Após cinco anos, maior ampliação da UE ainda expõe diferenças entre novos e antigos países-membros, diz especialista
Edílson Saçashima
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Em 1º de maio de 2004, a União Europeia sofria a sua maior ampliação da história. A UE, então com 15 países-membros, passava a contar com 25. A mudança provocou transformações em todos os níveis, desde a mudança do perfil da produção regional até a necessidade de tradutores para adaptar documentos e textos para o idioma dos novos membros. Os últimos cinco anos não foram suficientes para resolver as diferenças. Hoje com 27 países-membros, a UE ainda sofre com os desequilíbrios causados pela grande ampliação de 2004. E a solução não deve vir a curto prazo, segundo especialista entrevistado pelo UOL Notícias.
"Um dos problemas da ampliação de 2004 e que permanece hoje é o afluxo de imigrantes clandestinos, principalmente de jovens, dos novos países-membros para a Europa Ocidental, principalmente para a Áustria, Alemanha, França e Bélgica", diz Franklin Trein, cientista político e professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Os dez novos países-membros representaram o aumento de 75 milhões de habitantes à União Europeia e o aumento em um terço o território do bloco.
Os países integrados em 2004 vêm cumprindo uma agenda gradual de ampliação de sua participação na UE. A premissa da UE é a livre circulação de capital, mercadorias, serviços e pessoas. "Na prática, isso significa que, por exemplo, um alemão pode se instalar em Londres. No entanto, esse direito ainda não foi estendido para os cidadãos dos novos países-membros", diz Trein.
Xadrez geopolítico
A grande ampliação da UE em 2004 está inserida no contexto do fim da Guerra Fria com a queda do Muro de Berlim. O fim da União Soviética com todas as alterações que se seguiram foi um fenômeno que os europeus não previam. "A queda do Muro de Berlim significou que a Europa tinha mudado completamente nas relações políticas e sociais. E isso exigia uma resposta imediata e construtiva", analisa Trein.
A dissolução da antiga Iugoslávia foi outro fenômeno que incentivou a ampliação da UE. O conflito nos Bálcãs marcou o fim do mais longo período de paz na história da Europa, que não era palco de uma guerra desde o fim da Segunda Guerra Mundial. O susto teve como efeito a rápida aceitação do pedido de integração da Eslovênia, um dos países que surgiu da dissolução da Iugoslávia, na UE em uma tentativa de minimizar a tensão na região. A rapidez com que a Eslovênia foi aceita incentivou outros países a entrarem com o pedido.
Também há especificidades que atendiam a interesses europeus. Malta, por exemplo, fica no meio do mar Mediterrâneo, uma localização estratégica do ponto de vista geopolítico para a UE observar o Oriente Próximo. "O país é quase um porta-aviões no Mediterrâneo", compara Trein.
Por outro lado, o jogo de xadrez político tornou-se mais complexo. A adesão de Chipre, por exemplo, traz à tona a tensão entre cipriotas de origem grega e os de origem turca, o que pode provocar atritos com a Grécia, outro membro da UE.
A ampliação também exigiu um rearranjo da distribuição do orçamento da UE para poder recuperar a economia dos novos países-membros. Com isso, algumas regiões passaram a receber uma fatia menor do orçamento e alguns contribuintes tiveram que arcar com valor maior no bolo.
A UE também ganhou uma proporção maior de população rural. Acrescente-se a isso as diferenças culturais entre países ocidentais capitalistas e os novos membros com um histórico socialista.
Devido a todos esses ingredientes, os cinco anos da UE ampliada parecem pouco para desfazer as diferenças. "O processo de ampliação foi complicado e não se concluiu até hoje. Talvez seja preciso mais dez anos para a UE encontrar o seu equilíbrio", diz Trein.
Brasil não tirou proveito da oportunidade criada com a ampliação
Na época da ampliação, exportadores brasileiros temiam perder o mercado devido à concorrência dos novos países-membros. Isso não aconteceu. Por outro lado, o Brasil perdeu a oportunidade de ampliar o seu mercado, segundo Franklin Trein.
"Do ponto de vista do comércio, a ampliação da UE teve efeitos quase nulos ao Brasil, que exporta carne, soja e café para aqueles países. Não aproveitamos, e continuamos não aproveitando, a oportunidade de conquistar mercados nesses países em que tínhamos relações mínimas", diz.
Edílson Saçashima
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Em 1º de maio de 2004, a União Europeia sofria a sua maior ampliação da história. A UE, então com 15 países-membros, passava a contar com 25. A mudança provocou transformações em todos os níveis, desde a mudança do perfil da produção regional até a necessidade de tradutores para adaptar documentos e textos para o idioma dos novos membros. Os últimos cinco anos não foram suficientes para resolver as diferenças. Hoje com 27 países-membros, a UE ainda sofre com os desequilíbrios causados pela grande ampliação de 2004. E a solução não deve vir a curto prazo, segundo especialista entrevistado pelo UOL Notícias.
"Um dos problemas da ampliação de 2004 e que permanece hoje é o afluxo de imigrantes clandestinos, principalmente de jovens, dos novos países-membros para a Europa Ocidental, principalmente para a Áustria, Alemanha, França e Bélgica", diz Franklin Trein, cientista político e professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Os dez novos países-membros representaram o aumento de 75 milhões de habitantes à União Europeia e o aumento em um terço o território do bloco.
Os países integrados em 2004 vêm cumprindo uma agenda gradual de ampliação de sua participação na UE. A premissa da UE é a livre circulação de capital, mercadorias, serviços e pessoas. "Na prática, isso significa que, por exemplo, um alemão pode se instalar em Londres. No entanto, esse direito ainda não foi estendido para os cidadãos dos novos países-membros", diz Trein.
Xadrez geopolítico
A grande ampliação da UE em 2004 está inserida no contexto do fim da Guerra Fria com a queda do Muro de Berlim. O fim da União Soviética com todas as alterações que se seguiram foi um fenômeno que os europeus não previam. "A queda do Muro de Berlim significou que a Europa tinha mudado completamente nas relações políticas e sociais. E isso exigia uma resposta imediata e construtiva", analisa Trein.
A dissolução da antiga Iugoslávia foi outro fenômeno que incentivou a ampliação da UE. O conflito nos Bálcãs marcou o fim do mais longo período de paz na história da Europa, que não era palco de uma guerra desde o fim da Segunda Guerra Mundial. O susto teve como efeito a rápida aceitação do pedido de integração da Eslovênia, um dos países que surgiu da dissolução da Iugoslávia, na UE em uma tentativa de minimizar a tensão na região. A rapidez com que a Eslovênia foi aceita incentivou outros países a entrarem com o pedido.
Também há especificidades que atendiam a interesses europeus. Malta, por exemplo, fica no meio do mar Mediterrâneo, uma localização estratégica do ponto de vista geopolítico para a UE observar o Oriente Próximo. "O país é quase um porta-aviões no Mediterrâneo", compara Trein.
Por outro lado, o jogo de xadrez político tornou-se mais complexo. A adesão de Chipre, por exemplo, traz à tona a tensão entre cipriotas de origem grega e os de origem turca, o que pode provocar atritos com a Grécia, outro membro da UE.
A ampliação também exigiu um rearranjo da distribuição do orçamento da UE para poder recuperar a economia dos novos países-membros. Com isso, algumas regiões passaram a receber uma fatia menor do orçamento e alguns contribuintes tiveram que arcar com valor maior no bolo.
A UE também ganhou uma proporção maior de população rural. Acrescente-se a isso as diferenças culturais entre países ocidentais capitalistas e os novos membros com um histórico socialista.
Devido a todos esses ingredientes, os cinco anos da UE ampliada parecem pouco para desfazer as diferenças. "O processo de ampliação foi complicado e não se concluiu até hoje. Talvez seja preciso mais dez anos para a UE encontrar o seu equilíbrio", diz Trein.
Brasil não tirou proveito da oportunidade criada com a ampliação
Na época da ampliação, exportadores brasileiros temiam perder o mercado devido à concorrência dos novos países-membros. Isso não aconteceu. Por outro lado, o Brasil perdeu a oportunidade de ampliar o seu mercado, segundo Franklin Trein.
"Do ponto de vista do comércio, a ampliação da UE teve efeitos quase nulos ao Brasil, que exporta carne, soja e café para aqueles países. Não aproveitamos, e continuamos não aproveitando, a oportunidade de conquistar mercados nesses países em que tínhamos relações mínimas", diz.
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