16/06/2009 - 16h07
Fuvest 2010 vai aceitar apenas o novo Enem na nota da 1ª fase
Fonte: vestibular.uol.com.br
A Fuvest divulgou, nesta terça-feira (16), um comunicado no qual afirma que aceitará apenas o novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) na composição da nota da primeira fase do vestibular 2010. Isso signfica que quem quiser usar os pontos do Enem no vestibular 2010, terá de prestar a prova do MEC (Ministério da Educação) agora em 2009.
De acordo com o coordenador de comunicação da Fuvest, José Coelho Sobrinho, a grande mudança é que a nota do Enem 2008 não será considerada. A nota do Enem 2009 poderá ser utilizada em 20% da primeira fase, caso seja favorável ao vestibulando.
Nos processos seletivos anteriores, a Fuvest permitia que o estudante utilizasse a maior nota entre as duas últimas avaliações do MEC. A fundação seleciona os ingressantes da USP (Universidade de São Paulo), da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa e da Academia de Polícia Militar do Barro Branco.
A alteração das regras na Fuvest ocorre após mudança no formato do Enem, que passou a ter 180 questões em uma nova tecnologia de elaboração de avaliações - antes a prova tinha 63 testes. O novo Enem também será utilizado para selecionar estudantes para algumas universidades federais.
Diz o comunicado da Fuvest que a nota do Enem 2009 será usada também para compor o bônus para alunos que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas do Brasil. Estes candidatos poderão usufruir até 6% de bônus em ambas as fases do vestibular.
Como é usado o Enem na Fuvest
Se a nota do candidato no novo Enem for superior à sua nota na primeira fase do vestibular 2010 da Fuvest, o cálculo será realizado da seguinte forma:
multiplica-se a nota da primeira fase da Fuvest por quatro;
soma-se a nota do novo Enem;
então, o resultado é dividido por cinco.
Se o estudante tirar 70 pontos em 100 na primeira fase da Fuvest e tirar 80 pontos em 100 no novo Enem, por exemplo, a nota final da primeira fase do candidato seria de 72 pontos. Acompanhe o cálculo: os 70 pontos obtidos na primeira fase são multiplicados por quatro (a conta dá 280). Somam-se os 80 pontos do novo Enem. O resultado (360 pontos) é dividido por cinco, daí surge 72 pontos como nota da primeira fase.
Como as mudanças no vestibular da Fuvest, o valor do novo Enem na seleção perde peso. A primeira fase serve, a partir de 2010, apenas para levar o vestibulando à segunda etapa do processo seletivo.
Inscrições
Pela primeira vez na história dos vestibulares da Fuvest, a inscrição de candidatos será realizada via internet. O período de inscrições ocorrerá de 28 de agosto a 11 de setembro.
O manual do vestibular 2010 começará a ser vendido a partir do dia 3 de agosto. As provas específicas serão realizadas de 11 a 16 de outubro. A primeira fase será no dia 22 de novembro e a 2ª fase ocorre nos dias 3 a 5 de janeiro de 2010.
Em abril, a USP aprovou mudanças para o processo seletivo. O novo formato de vestibular manterá a primeira fase com 90 questões - mas as provas da segunda fase foram alteradas.
terça-feira, 16 de junho de 2009
domingo, 10 de maio de 2009
"Estou me lixando para a opinião pública!"
Pessoal,
Você deve ter escutado sobre o nobre parlamentar que disse estar se lixando para a opinião pública!
Eis o link do comentário da Lúcia Hipólito, na CBN!
Ouçam e pensem!
http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/lucia-hippolito/2009/05/07/SETE-VEZES-ELEITO-DEPUTADO-SERGIO-MORAES-DIZ-SE-LIXAR-PARA-A-OPINIAO-PUBLICA.htm
Você deve ter escutado sobre o nobre parlamentar que disse estar se lixando para a opinião pública!
Eis o link do comentário da Lúcia Hipólito, na CBN!
Ouçam e pensem!
http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/lucia-hippolito/2009/05/07/SETE-VEZES-ELEITO-DEPUTADO-SERGIO-MORAES-DIZ-SE-LIXAR-PARA-A-OPINIAO-PUBLICA.htm
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Brasil com novos fusos horários!
Olá pessoal,
Como você sabe o Brasil possui 4 fusos horários, sendo o segundo o oficial do país, o horário de Brasília, que está três horas atrasado em relação à Greenwich.
Certo?
Errado!
Houve uma mudança!
Olhe a lei abaixo:
LEI Nº 11.662, DE 24 DE ABRIL DE 2008
Altera as alíneas b e c e revoga a alínea d do art. 2º do Decreto no 2.784, de 18 de junho de 1913, a fim de modificar os fusos horários do Estado do Acre e de parte do Estado do Amazonas do fuso horário Greenwich "menos cinco horas" para o fuso horário Greenwich "menos quatro horas", e da parte ocidental do Estado do Pará do fuso horário Greenwich "menos quatro horas" para o fuso horário Greenwich "menos três horas".
Ou seja, a partir dessa nova divisão de fusos, temos as seguintes mudanças:
Acabou o quarto fuso horário brasileiro;
O Pará e o Amazonas passam a ter um único fuso horário, antes tinham dois fusos;
O Acre e o oeste do Amazonas passam para o 3º. Fuso;
O Pará fica totalmente no 2º. Fuso.
Confira no mapa:

Até a próxima!
Como você sabe o Brasil possui 4 fusos horários, sendo o segundo o oficial do país, o horário de Brasília, que está três horas atrasado em relação à Greenwich.
Certo?
Errado!
Houve uma mudança!
Olhe a lei abaixo:
LEI Nº 11.662, DE 24 DE ABRIL DE 2008
Altera as alíneas b e c e revoga a alínea d do art. 2º do Decreto no 2.784, de 18 de junho de 1913, a fim de modificar os fusos horários do Estado do Acre e de parte do Estado do Amazonas do fuso horário Greenwich "menos cinco horas" para o fuso horário Greenwich "menos quatro horas", e da parte ocidental do Estado do Pará do fuso horário Greenwich "menos quatro horas" para o fuso horário Greenwich "menos três horas".
Ou seja, a partir dessa nova divisão de fusos, temos as seguintes mudanças:
Acabou o quarto fuso horário brasileiro;
O Pará e o Amazonas passam a ter um único fuso horário, antes tinham dois fusos;
O Acre e o oeste do Amazonas passam para o 3º. Fuso;
O Pará fica totalmente no 2º. Fuso.
Confira no mapa:

Até a próxima!
China supera Estados Unidos e torna-se maior parceiro comercial do Brasil
Stênio Ribeiro
Da Agência Brasil
Em Brasília
O mês de abril marcou uma mudança histórica nas relações comerciais do Brasil. Pela primeira vez, a China se consolidou como maior parceiro comercial do país. Neste ano, os chineses foram responsáveis pelo volume mais alto de comércio (soma de exportações e importações) com os brasileiros.
O Brasil manteve os Estados Unidos como principal parceiro a partir de 1930, quando os norte-americanos desbancaram a Inglaterra do pódio do comércio mundial.
"Não quer dizer que isso vá se estabilizar a médio prazo dessa forma, e esperamos que os Estados Unidos se recuperem a partir de 2010, disse o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral.
Ele lembrou que as vendas brasileiras caíram, em média, 30% para os EUA, Europa, e América Latina. Mantiveram-se estáveis para o Oriente Médio e África. Mas cresceram 28,2% para a Ásia, com a China sendo responsável por dois terços das compras asiáticas de produtos do Brasil.
A China importou US$ 5,627 bilhões em produtos brasileiros no primeiro quadrimestre deste ano, com expansão de 64,7% comparado a igual período de 2008. Já os EUA compraram US$ 4,925 bilhões e caíram 35,3% na mesma base de comparação.
De janeiro a abril, o Brasil ainda comprou mais dos EUA (US$ 6,841 bilhões) que da China (US$ 4,616 bilhões), mas a corrente de comércio (exportações mais importações) é favorável ao país asiático em US$ 1,523 bilhão.
O secretário ressaltou que "a Ásia como um todo passa a ser o centro dinâmico ao qual os exportadores brasileiros terão que dar crescente atenção". É uma tendência que vinha se verificando mesmo antes da crise internacional, com importações crescentes também de Taiwan, Coreia do Sul, Indonésia e Índia, dentre outros.
Em abril, a balança comercial brasileira teve boa recuperação e manteve a tendência de menor queda nas exportações que nas importações. As vendas nacionais recuaram 8% em relação a abril do ano passado, mas cresceram 14,8% na comparação com o mês anterior, ao passo que as importações se retraíram 26,6% ante abril de 2008 e caíram 5,6% em relação a março.
O saldo comercial (exportações menos importações), no valor de US$ 3,712 bilhões, aumentou 109,5% na comparação com os US$ 1,772 bilhão de superávit em março, constituindo-se no melhor saldo mensal desde maio do ano passado. Com isso, o saldo acumulado no ano saltou para US$ 6,772 bilhões, com aumento de 49,4% sobre o saldo do mesmo período de 2008.
Segundo Barral, as exportações continuam menores que no período anterior à crise financeira, iniciada em setembro do ano passado, "mas mostram tendência de recuperação enquanto no caso das importações a tendência é de queda".
Ele afirmou que os preços internacionais se retraíram um pouco, depois da crise financeira internacional, mas salientou que o Brasil está compensando isso com a exportação de maiores volumes, principalmente de produtos agrícolas, com a safra iniciada em março.
Na relação abril/março o Brasil exportou mais açúcar (10,2%), café em grão (10,8%), couro (19,3%), carne bovina (14%), carne de frango (21,5%), carne suína (18%), petróleo (42,5%), automóveis (23,8%), autopeças (18,4%), minério de ferro (16,6%), celulose (55,3%), produtos químicos (22,9%), semimanufaturados de ferro e aço (53,1%), laminados planos (25,6%), fio-máquina e barra de ferro/aço (15,2%) e alumínio em bruto (50,7%).
Em comparação com abril de 2008, os maiores aumentos foram de suco de laranja (259,6%), óleos brutos de petróleo (229,6%), minério de ferro (115,7%), óxidos e hidróxidos de alumínio (106,3%), açúcar em bruto (97%), celulose (68,6%) e farelo de soja (54,4%).
Houve queda, porém, nas vendas de óleos combustíveis (-75,1%), aparelhos transmissores e/ou receptores (-39,9%), autopeças (-33,4%), pneumáticos (-31,7%), calçados e partes (-30,6%), etanol (-28,7%), automóveis (-22,9%), laminados planos (-21,7%), aviões (-16,3%), couros e peles (-53,8%), ferro-ligas (-14,8%) e óleo de soja em bruto (-97,7%).
Da Agência Brasil
Em Brasília
O mês de abril marcou uma mudança histórica nas relações comerciais do Brasil. Pela primeira vez, a China se consolidou como maior parceiro comercial do país. Neste ano, os chineses foram responsáveis pelo volume mais alto de comércio (soma de exportações e importações) com os brasileiros.
O Brasil manteve os Estados Unidos como principal parceiro a partir de 1930, quando os norte-americanos desbancaram a Inglaterra do pódio do comércio mundial.
"Não quer dizer que isso vá se estabilizar a médio prazo dessa forma, e esperamos que os Estados Unidos se recuperem a partir de 2010, disse o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral.
Ele lembrou que as vendas brasileiras caíram, em média, 30% para os EUA, Europa, e América Latina. Mantiveram-se estáveis para o Oriente Médio e África. Mas cresceram 28,2% para a Ásia, com a China sendo responsável por dois terços das compras asiáticas de produtos do Brasil.
A China importou US$ 5,627 bilhões em produtos brasileiros no primeiro quadrimestre deste ano, com expansão de 64,7% comparado a igual período de 2008. Já os EUA compraram US$ 4,925 bilhões e caíram 35,3% na mesma base de comparação.
De janeiro a abril, o Brasil ainda comprou mais dos EUA (US$ 6,841 bilhões) que da China (US$ 4,616 bilhões), mas a corrente de comércio (exportações mais importações) é favorável ao país asiático em US$ 1,523 bilhão.
O secretário ressaltou que "a Ásia como um todo passa a ser o centro dinâmico ao qual os exportadores brasileiros terão que dar crescente atenção". É uma tendência que vinha se verificando mesmo antes da crise internacional, com importações crescentes também de Taiwan, Coreia do Sul, Indonésia e Índia, dentre outros.
Em abril, a balança comercial brasileira teve boa recuperação e manteve a tendência de menor queda nas exportações que nas importações. As vendas nacionais recuaram 8% em relação a abril do ano passado, mas cresceram 14,8% na comparação com o mês anterior, ao passo que as importações se retraíram 26,6% ante abril de 2008 e caíram 5,6% em relação a março.
O saldo comercial (exportações menos importações), no valor de US$ 3,712 bilhões, aumentou 109,5% na comparação com os US$ 1,772 bilhão de superávit em março, constituindo-se no melhor saldo mensal desde maio do ano passado. Com isso, o saldo acumulado no ano saltou para US$ 6,772 bilhões, com aumento de 49,4% sobre o saldo do mesmo período de 2008.
Segundo Barral, as exportações continuam menores que no período anterior à crise financeira, iniciada em setembro do ano passado, "mas mostram tendência de recuperação enquanto no caso das importações a tendência é de queda".
Ele afirmou que os preços internacionais se retraíram um pouco, depois da crise financeira internacional, mas salientou que o Brasil está compensando isso com a exportação de maiores volumes, principalmente de produtos agrícolas, com a safra iniciada em março.
Na relação abril/março o Brasil exportou mais açúcar (10,2%), café em grão (10,8%), couro (19,3%), carne bovina (14%), carne de frango (21,5%), carne suína (18%), petróleo (42,5%), automóveis (23,8%), autopeças (18,4%), minério de ferro (16,6%), celulose (55,3%), produtos químicos (22,9%), semimanufaturados de ferro e aço (53,1%), laminados planos (25,6%), fio-máquina e barra de ferro/aço (15,2%) e alumínio em bruto (50,7%).
Em comparação com abril de 2008, os maiores aumentos foram de suco de laranja (259,6%), óleos brutos de petróleo (229,6%), minério de ferro (115,7%), óxidos e hidróxidos de alumínio (106,3%), açúcar em bruto (97%), celulose (68,6%) e farelo de soja (54,4%).
Houve queda, porém, nas vendas de óleos combustíveis (-75,1%), aparelhos transmissores e/ou receptores (-39,9%), autopeças (-33,4%), pneumáticos (-31,7%), calçados e partes (-30,6%), etanol (-28,7%), automóveis (-22,9%), laminados planos (-21,7%), aviões (-16,3%), couros e peles (-53,8%), ferro-ligas (-14,8%) e óleo de soja em bruto (-97,7%).
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Mudanças na Fuvest 2010
Olá!
A USP aprovou um novo formato para o vestibular da Fuvest 2010.
Seguem algumas informações importantes:
O Conselho de Graduação da USP (Universidade de São Paulo) aprovou na tarde desta quinta-feira (16) mudanças para o próximo processo seletivo, segundo informou a assessoria de imprensa da instituição. A Fuvest 2010, no novo formato, manterá a primeira fase com 90 questões, mas as provas da segunda fase foram alteradas.
A primeira fase também passou a ser eliminatória - ou seja, a nota não conta mais no final do processo seletivo para classificar os estudantes. Apenas elimina quem não tiver desempenho suficiente para chegar à etapa final.
A segunda fase do vestibular vai avaliar todas as matérias do ensino médio. Até a Fuvest 2009, só disciplinas relacionadas ao curso pretendido eram alvo de exames.
COMO ERA:
1ª fase
Eliminava e dava pontos para a classificação final dos candidatos
2ª fase
Avaliava apenas as disciplinas específicas de cada curso. Cada candidato tinha até quatro dias de exame. Todos os vestibulandos realizavam a prova de português no primeiro dia. O número de pontos na segunda fase variava de acordo com a carreira, com total máximo de 160 pontos
COMO FICA:
1ª fase
Só elimina quem não atinge a nota de corte. Não rende pontos na classificação
2ª fase
Será restrita a três dias. O primeiro continua igual. No segundo dia, haverá uma prova com 20 questões de química, biologia, matemática, física, geografia e história. No último dia é a vez das questões específicas - 12 perguntas de até três matérias escolhidas por curso
No primeiro dia da segunda fase, o candidato resolverá uma prova de português com dez questões discursivas, mais uma redação. No segundo dia, será a vez de 20 perguntas de biologia, química, física, matemática, história, geografia e inglês. Já o terceiro dia terá 12 questões que podem variar conforme o curso (até três disciplinas podem ser abordadas).
Contextualização
A USP também pretende incluir questões contextualizadas na segunda fase, que abarquem conhecimentos de mais de uma disciplina - as chamadas perguntas interdisciplinares. De acordo com a proposta da instituição, uma maneira de se cobrar o conteúdo de maneira integrada é fazendo enunciados que exijam a resolução de problemas.
As alterações no processo seletivo começam já na primeira fase, que deverá ter caráter mais generalista e apenas eliminar os candidatos menos preparados. A pontuação obtida nesta fase, diferentemente do que ocorreu até a Fuvest 2009, não será mais aproveitada na nota final e na classificação dos vestibulandos.
O projeto pretende fazer com que a segunda fase seja mais "padronizada" e executada em três dias. Todos os vestibulandos continuam com os exames de português inaugurando a etapa decisiva da seleção.
Para os cursos de arquitetura, artes plásticas e artes cênicas, será aplicada também uma prova de habilidades específicas, considerada a quarta avaliação da segunda fase.
A USP aprovou um novo formato para o vestibular da Fuvest 2010.
Seguem algumas informações importantes:
O Conselho de Graduação da USP (Universidade de São Paulo) aprovou na tarde desta quinta-feira (16) mudanças para o próximo processo seletivo, segundo informou a assessoria de imprensa da instituição. A Fuvest 2010, no novo formato, manterá a primeira fase com 90 questões, mas as provas da segunda fase foram alteradas.
A primeira fase também passou a ser eliminatória - ou seja, a nota não conta mais no final do processo seletivo para classificar os estudantes. Apenas elimina quem não tiver desempenho suficiente para chegar à etapa final.
A segunda fase do vestibular vai avaliar todas as matérias do ensino médio. Até a Fuvest 2009, só disciplinas relacionadas ao curso pretendido eram alvo de exames.
COMO ERA:
1ª fase
Eliminava e dava pontos para a classificação final dos candidatos
2ª fase
Avaliava apenas as disciplinas específicas de cada curso. Cada candidato tinha até quatro dias de exame. Todos os vestibulandos realizavam a prova de português no primeiro dia. O número de pontos na segunda fase variava de acordo com a carreira, com total máximo de 160 pontos
COMO FICA:
1ª fase
Só elimina quem não atinge a nota de corte. Não rende pontos na classificação
2ª fase
Será restrita a três dias. O primeiro continua igual. No segundo dia, haverá uma prova com 20 questões de química, biologia, matemática, física, geografia e história. No último dia é a vez das questões específicas - 12 perguntas de até três matérias escolhidas por curso
No primeiro dia da segunda fase, o candidato resolverá uma prova de português com dez questões discursivas, mais uma redação. No segundo dia, será a vez de 20 perguntas de biologia, química, física, matemática, história, geografia e inglês. Já o terceiro dia terá 12 questões que podem variar conforme o curso (até três disciplinas podem ser abordadas).
Contextualização
A USP também pretende incluir questões contextualizadas na segunda fase, que abarquem conhecimentos de mais de uma disciplina - as chamadas perguntas interdisciplinares. De acordo com a proposta da instituição, uma maneira de se cobrar o conteúdo de maneira integrada é fazendo enunciados que exijam a resolução de problemas.
As alterações no processo seletivo começam já na primeira fase, que deverá ter caráter mais generalista e apenas eliminar os candidatos menos preparados. A pontuação obtida nesta fase, diferentemente do que ocorreu até a Fuvest 2009, não será mais aproveitada na nota final e na classificação dos vestibulandos.
O projeto pretende fazer com que a segunda fase seja mais "padronizada" e executada em três dias. Todos os vestibulandos continuam com os exames de português inaugurando a etapa decisiva da seleção.
Para os cursos de arquitetura, artes plásticas e artes cênicas, será aplicada também uma prova de habilidades específicas, considerada a quarta avaliação da segunda fase.
UNIÃO EUROPEIA
Após cinco anos, maior ampliação da UE ainda expõe diferenças entre novos e antigos países-membros, diz especialista
Edílson Saçashima
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Em 1º de maio de 2004, a União Europeia sofria a sua maior ampliação da história. A UE, então com 15 países-membros, passava a contar com 25. A mudança provocou transformações em todos os níveis, desde a mudança do perfil da produção regional até a necessidade de tradutores para adaptar documentos e textos para o idioma dos novos membros. Os últimos cinco anos não foram suficientes para resolver as diferenças. Hoje com 27 países-membros, a UE ainda sofre com os desequilíbrios causados pela grande ampliação de 2004. E a solução não deve vir a curto prazo, segundo especialista entrevistado pelo UOL Notícias.
"Um dos problemas da ampliação de 2004 e que permanece hoje é o afluxo de imigrantes clandestinos, principalmente de jovens, dos novos países-membros para a Europa Ocidental, principalmente para a Áustria, Alemanha, França e Bélgica", diz Franklin Trein, cientista político e professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Os dez novos países-membros representaram o aumento de 75 milhões de habitantes à União Europeia e o aumento em um terço o território do bloco.
Os países integrados em 2004 vêm cumprindo uma agenda gradual de ampliação de sua participação na UE. A premissa da UE é a livre circulação de capital, mercadorias, serviços e pessoas. "Na prática, isso significa que, por exemplo, um alemão pode se instalar em Londres. No entanto, esse direito ainda não foi estendido para os cidadãos dos novos países-membros", diz Trein.
Xadrez geopolítico
A grande ampliação da UE em 2004 está inserida no contexto do fim da Guerra Fria com a queda do Muro de Berlim. O fim da União Soviética com todas as alterações que se seguiram foi um fenômeno que os europeus não previam. "A queda do Muro de Berlim significou que a Europa tinha mudado completamente nas relações políticas e sociais. E isso exigia uma resposta imediata e construtiva", analisa Trein.
A dissolução da antiga Iugoslávia foi outro fenômeno que incentivou a ampliação da UE. O conflito nos Bálcãs marcou o fim do mais longo período de paz na história da Europa, que não era palco de uma guerra desde o fim da Segunda Guerra Mundial. O susto teve como efeito a rápida aceitação do pedido de integração da Eslovênia, um dos países que surgiu da dissolução da Iugoslávia, na UE em uma tentativa de minimizar a tensão na região. A rapidez com que a Eslovênia foi aceita incentivou outros países a entrarem com o pedido.
Também há especificidades que atendiam a interesses europeus. Malta, por exemplo, fica no meio do mar Mediterrâneo, uma localização estratégica do ponto de vista geopolítico para a UE observar o Oriente Próximo. "O país é quase um porta-aviões no Mediterrâneo", compara Trein.
Por outro lado, o jogo de xadrez político tornou-se mais complexo. A adesão de Chipre, por exemplo, traz à tona a tensão entre cipriotas de origem grega e os de origem turca, o que pode provocar atritos com a Grécia, outro membro da UE.
A ampliação também exigiu um rearranjo da distribuição do orçamento da UE para poder recuperar a economia dos novos países-membros. Com isso, algumas regiões passaram a receber uma fatia menor do orçamento e alguns contribuintes tiveram que arcar com valor maior no bolo.
A UE também ganhou uma proporção maior de população rural. Acrescente-se a isso as diferenças culturais entre países ocidentais capitalistas e os novos membros com um histórico socialista.
Devido a todos esses ingredientes, os cinco anos da UE ampliada parecem pouco para desfazer as diferenças. "O processo de ampliação foi complicado e não se concluiu até hoje. Talvez seja preciso mais dez anos para a UE encontrar o seu equilíbrio", diz Trein.
Brasil não tirou proveito da oportunidade criada com a ampliação
Na época da ampliação, exportadores brasileiros temiam perder o mercado devido à concorrência dos novos países-membros. Isso não aconteceu. Por outro lado, o Brasil perdeu a oportunidade de ampliar o seu mercado, segundo Franklin Trein.
"Do ponto de vista do comércio, a ampliação da UE teve efeitos quase nulos ao Brasil, que exporta carne, soja e café para aqueles países. Não aproveitamos, e continuamos não aproveitando, a oportunidade de conquistar mercados nesses países em que tínhamos relações mínimas", diz.
Edílson Saçashima
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Em 1º de maio de 2004, a União Europeia sofria a sua maior ampliação da história. A UE, então com 15 países-membros, passava a contar com 25. A mudança provocou transformações em todos os níveis, desde a mudança do perfil da produção regional até a necessidade de tradutores para adaptar documentos e textos para o idioma dos novos membros. Os últimos cinco anos não foram suficientes para resolver as diferenças. Hoje com 27 países-membros, a UE ainda sofre com os desequilíbrios causados pela grande ampliação de 2004. E a solução não deve vir a curto prazo, segundo especialista entrevistado pelo UOL Notícias.
"Um dos problemas da ampliação de 2004 e que permanece hoje é o afluxo de imigrantes clandestinos, principalmente de jovens, dos novos países-membros para a Europa Ocidental, principalmente para a Áustria, Alemanha, França e Bélgica", diz Franklin Trein, cientista político e professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Os dez novos países-membros representaram o aumento de 75 milhões de habitantes à União Europeia e o aumento em um terço o território do bloco.
Os países integrados em 2004 vêm cumprindo uma agenda gradual de ampliação de sua participação na UE. A premissa da UE é a livre circulação de capital, mercadorias, serviços e pessoas. "Na prática, isso significa que, por exemplo, um alemão pode se instalar em Londres. No entanto, esse direito ainda não foi estendido para os cidadãos dos novos países-membros", diz Trein.
Xadrez geopolítico
A grande ampliação da UE em 2004 está inserida no contexto do fim da Guerra Fria com a queda do Muro de Berlim. O fim da União Soviética com todas as alterações que se seguiram foi um fenômeno que os europeus não previam. "A queda do Muro de Berlim significou que a Europa tinha mudado completamente nas relações políticas e sociais. E isso exigia uma resposta imediata e construtiva", analisa Trein.
A dissolução da antiga Iugoslávia foi outro fenômeno que incentivou a ampliação da UE. O conflito nos Bálcãs marcou o fim do mais longo período de paz na história da Europa, que não era palco de uma guerra desde o fim da Segunda Guerra Mundial. O susto teve como efeito a rápida aceitação do pedido de integração da Eslovênia, um dos países que surgiu da dissolução da Iugoslávia, na UE em uma tentativa de minimizar a tensão na região. A rapidez com que a Eslovênia foi aceita incentivou outros países a entrarem com o pedido.
Também há especificidades que atendiam a interesses europeus. Malta, por exemplo, fica no meio do mar Mediterrâneo, uma localização estratégica do ponto de vista geopolítico para a UE observar o Oriente Próximo. "O país é quase um porta-aviões no Mediterrâneo", compara Trein.
Por outro lado, o jogo de xadrez político tornou-se mais complexo. A adesão de Chipre, por exemplo, traz à tona a tensão entre cipriotas de origem grega e os de origem turca, o que pode provocar atritos com a Grécia, outro membro da UE.
A ampliação também exigiu um rearranjo da distribuição do orçamento da UE para poder recuperar a economia dos novos países-membros. Com isso, algumas regiões passaram a receber uma fatia menor do orçamento e alguns contribuintes tiveram que arcar com valor maior no bolo.
A UE também ganhou uma proporção maior de população rural. Acrescente-se a isso as diferenças culturais entre países ocidentais capitalistas e os novos membros com um histórico socialista.
Devido a todos esses ingredientes, os cinco anos da UE ampliada parecem pouco para desfazer as diferenças. "O processo de ampliação foi complicado e não se concluiu até hoje. Talvez seja preciso mais dez anos para a UE encontrar o seu equilíbrio", diz Trein.
Brasil não tirou proveito da oportunidade criada com a ampliação
Na época da ampliação, exportadores brasileiros temiam perder o mercado devido à concorrência dos novos países-membros. Isso não aconteceu. Por outro lado, o Brasil perdeu a oportunidade de ampliar o seu mercado, segundo Franklin Trein.
"Do ponto de vista do comércio, a ampliação da UE teve efeitos quase nulos ao Brasil, que exporta carne, soja e café para aqueles países. Não aproveitamos, e continuamos não aproveitando, a oportunidade de conquistar mercados nesses países em que tínhamos relações mínimas", diz.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Dá pra acabar com a corrupção no Brasil?
Essa é uma pergunta, pelo menos, interessante!
No site da Abril, na edição 216 da Super, tem algumas respostas à ela.
Por Bruno Vieira Feijó.
Leonardo Boff
Escritor, ajudou a formular a Teologia da Libertação, ala da Igreja católica que dá ênfase à situação social humana.
Não. Corrupção não é um problema do Brasil. O ser humano é como um lenho torto do qual nunca se irá tirar uma tábua reta. Nele constata-se um desejo de poder que só cessa com a morte. Haverá sempre corrupção, ligada a nossa própria natureza desviante.
Robert Levine
Um dos maiores brasilianistas da história,foi diretor do Centro de Estudos Latino-americanos da Universidade de Miami, EUA.
Para acabar com a corrupção, é preciso que o brasileiro mude sua relação com o "jeitinho". Ao conceder um status neutro ao "jeitinho", uma área cinzenta entre o legal e o ilegal, os brasileiros justificam a própria transgressão.*
Cláudio Abramo
Diretor no Brasil da ONG Transparência Internacional, dedicada a combater a corrupção no mundo.
É possível diminuí-la. Corrupção não depende apenas de pessoas desonestas mas também de oportunidades. Se há oportunidade, há corrupção. Se a oportunidade for dificultada, a corrupção diminui. Leis, relações e estruturas administrativas precisam ser alteradas e só o governo pode fazer isso, com a participação de todos os órgãos, incluindo a sociedade civil.
*Do livro Brazilian Legacies, Nova York, 1997.
No site da Abril, na edição 216 da Super, tem algumas respostas à ela.
Por Bruno Vieira Feijó.
Leonardo Boff
Escritor, ajudou a formular a Teologia da Libertação, ala da Igreja católica que dá ênfase à situação social humana.
Não. Corrupção não é um problema do Brasil. O ser humano é como um lenho torto do qual nunca se irá tirar uma tábua reta. Nele constata-se um desejo de poder que só cessa com a morte. Haverá sempre corrupção, ligada a nossa própria natureza desviante.
Robert Levine
Um dos maiores brasilianistas da história,foi diretor do Centro de Estudos Latino-americanos da Universidade de Miami, EUA.
Para acabar com a corrupção, é preciso que o brasileiro mude sua relação com o "jeitinho". Ao conceder um status neutro ao "jeitinho", uma área cinzenta entre o legal e o ilegal, os brasileiros justificam a própria transgressão.*
Cláudio Abramo
Diretor no Brasil da ONG Transparência Internacional, dedicada a combater a corrupção no mundo.
É possível diminuí-la. Corrupção não depende apenas de pessoas desonestas mas também de oportunidades. Se há oportunidade, há corrupção. Se a oportunidade for dificultada, a corrupção diminui. Leis, relações e estruturas administrativas precisam ser alteradas e só o governo pode fazer isso, com a participação de todos os órgãos, incluindo a sociedade civil.
*Do livro Brazilian Legacies, Nova York, 1997.
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