Essa é uma pergunta, pelo menos, interessante!
No site da Abril, na edição 216 da Super, tem algumas respostas à ela.
Por Bruno Vieira Feijó.
Leonardo Boff
Escritor, ajudou a formular a Teologia da Libertação, ala da Igreja católica que dá ênfase à situação social humana.
Não. Corrupção não é um problema do Brasil. O ser humano é como um lenho torto do qual nunca se irá tirar uma tábua reta. Nele constata-se um desejo de poder que só cessa com a morte. Haverá sempre corrupção, ligada a nossa própria natureza desviante.
Robert Levine
Um dos maiores brasilianistas da história,foi diretor do Centro de Estudos Latino-americanos da Universidade de Miami, EUA.
Para acabar com a corrupção, é preciso que o brasileiro mude sua relação com o "jeitinho". Ao conceder um status neutro ao "jeitinho", uma área cinzenta entre o legal e o ilegal, os brasileiros justificam a própria transgressão.*
Cláudio Abramo
Diretor no Brasil da ONG Transparência Internacional, dedicada a combater a corrupção no mundo.
É possível diminuí-la. Corrupção não depende apenas de pessoas desonestas mas também de oportunidades. Se há oportunidade, há corrupção. Se a oportunidade for dificultada, a corrupção diminui. Leis, relações e estruturas administrativas precisam ser alteradas e só o governo pode fazer isso, com a participação de todos os órgãos, incluindo a sociedade civil.
*Do livro Brazilian Legacies, Nova York, 1997.
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