terça-feira, 30 de março de 2010
Opep pode abrir as portas ao Brasil após descoberta de petróleo
O recente achado no Brasil de uma jazida petrolífera abre as portas da Organização de Países Exportadores de Petróleo ao país, disse nesta terça-feira em Cancún Abdullah Salem el-Badri, secretário-geral da Opep.
"Acabam de fazer (no Brasil) a descoberta de uma grande jazida, o que permite que, talvez em uns cinco anos, a Petrobras ingresse na organização", disse em uma coletiva de imprensa Salem el-Badri, durante o 12º Fórum Internacional de Energia, que ocorre em Cancún.
A Petrobras está "qualificada" para entrar na Opep, mesmo que o Brasil, no setor energético, ainda seja deficiente, porque consome quase toda a sua produção petrolífera, explicou o secretário-geral.
A Petrobras anunciou no dia 16 de março a descoberta de petróleo na Bacia de Sergipe, com capacidade de 15 milhões de barris recuperáveis.
Já a estatal Petróleos Mexicanos, a qualquer momento, "poderá fazer parte da organização", dado que é um país que "não consome toda a sua produção petrolífera", acrescentou Abdullah, após explicar que não é papel da organização convidar novos integrantes.
Venezuela e Equador são os únicos países latino-americanos que formam parte da Opep, enquanto México e Brasil são considerados há alguns anos emergentes no setor.
A Opep busca em Cancún, junto com representantes de mais de 100 países e de empresas privadas de petróleo, encontrar uma saída para evitar a volatilidade de seus preços, como a registrada nos últimos dois anos.
Fonte: http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2010/03/30/
Objetivos de desenvolvimento para o milênio - BRASIL - O que já aconteceu?!
Oi galerinha,
Recebi as últimas notícias do PNUD Brasil (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) que trouxe algumas informações sobre as metas do milênio do nosso país.
Vale a pena conferir!
Bjs!
Segue:
Brasília, 26/03/2010
ODM: o que Brasil já fez e o que falta fazer
Levantamento com base no relatório nacional sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio mostra os avanços feitos em cada meta
O quarto Relatório Nacional de Acompanhamento dos ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio), divulgado esta semana, traz uma análise detalhada de vários dados econômicas e sociais ligados ao compromisso firmado pelos países da ONU, em 2000.
O estudo inclui não apenas os indicadores estabelecidos pela ONU, mas também os ligados às metas que o governo federal se autoimpôs e vários outros que ajudam avaliar melhor os avanços e desafios do Brasil nos Objetivos do Milênio. Ao todo, a publicação traz 180 páginas, 27 tabelas e 77 gráficos.
Abaixo, segue um levantamento sumário, que leva em consideração apenas os indicadores relacionados mais diretamente ao texto das metas definidas pela ONU.
ODM 1: Erradicar a extrema pobreza e a fome
Meta 1A: Reduzir pela metade, entre 1990 e 2015, a proporção da população extremamente pobre
— 1990: 25,6%
— Meta para 2015: 12,8%
— Número mais recente: 4,8% (2008)
Meta 1B: Alcançar o emprego pleno e produtivo e o trabalho decente para todos
— Não abordada no relatório
Meta 1C: Reduzir pela metade, entre 1990 e 2015, a proporção da população que sofre de fome
— 1996: 4,2% das crianças estavam abaixo do peso esperado para a idade
— Meta para 2015: 2,1%
— Número mais recente: 1,8% (2006)
ODM 2: Atingir o ensino básico universal
Meta 2A: Garantir que, até 2015, todas as crianças, de ambos os sexos, terminem um ciclo completo de ensino básico
— Número mais recente: 94,9% das crianças de 7 a 14 anos estavam matriculadas no ensino fundamental
ODM 3: Promover a igualdade entre os sexos e autonomia das mulheres
Meta 3A: Eliminar a disparidade entre os sexos no ensino primário e secundário, se possível até 2005, e em todos os níveis de ensino, a mais tardar até 2015
— Números mais recentes (2008): para cada 100 estudantes do sexo masculino havia 93,8 (ensino fundamental), 119,1 (ensino médio) e 133,2 (ensino superior) estudantes do sexo feminino
ODM 4: Reduzir a mortalidade na infância
Meta 4A: Reduzir em dois terços, entre 1990 e 2015, a mortalidade de crianças menores de 5 anos
— 1990: 53,7 mortes por mil nascidos vivos
— Meta para 2015: 17,9
— Número mais recente: 22,8 (2008)
ODM 5: Melhorar a saúde materna
Meta 5A: Reduzir em três quartos, entre 1990 e 2015, a taxa de mortalidade materna
— 1990: 140 óbitos para cada mil nascidos vivos
— Meta para 2015: 35
— Número mais recente: 75 (2007)
Meta 5B: Alcançar, até 2015, o acesso universal à saúde reprodutiva
— 1996: 55% das mulheres de 15 a 49 anos usavam algum tipo de método contraceptivo
— Número mais recente: 68% (2006)
ODM 6: Combater o HIV
Meta 6A: Até 2015, ter detido a propagação do HIV/Aids e começado a inverter a tendência atual
— Número mais recente: 17,9 casos para cada 100 mil habitantes (2007). O relatório indica que as taxas de incidência foram crescentes até 2000 e estão estabilizadas desde então, embora em patamares elevados, comparados a padrões internacionais.
Meta 6B: Alcançar, até 2010, o acesso universal ao tratamento de HIV/Aids para todas as pessoas que necessitem
— Acesso gratuito à terapia antirretroviral na rede pública está previsto na lei 9.313, de 1996.
Meta 6C: Até 2015, ter detido a incidência da malária e de outras doenças importantes e começado a inverter a tendência atual.
Tuberculose
— 2000: 41,2
— 2008: 37,2
Malária
— 1990: 32,0
— 2008: 12,9
ODM 7: Garantir a sustentabilidade ambiental
Meta 7A: Integrar os princípios do desenvolvimento sustentável nas políticas e programas nacionais e reverter a perda de recursos ambientais
— Número mais recente: 60,7% do território brasileiro é coberto por floresta natural (2008)
Meta 7B: Reduzir a perda de diversidade biológica e alcançar, até 2010, uma redução significativa na taxa de perda
Flora
— 1992: 108 espécies foram classificadas oficialmente como ameaçadas de extinção
— 2008: 472
Fauna
— 1989: 207 espécies foram classificadas oficialmente como ameaçadas de extinção
— 2003/2005: 627
Meta 7C: Reduzir pela metade, até 2015, a proporção da população sem acesso permanente e sustentável a água potável segura e esgotamento sanitário
Região urbana
— 1992: 17,7% da população não tinha acesso a água encanada
— Meta até 2015: 8,85%
— Dado mais recente: 8,4% (2008)
— 1992: 33,9% da população não tinha acesso a esgotamento sanitário adequado
— Meta até 2015: 16,95%
— Dado mais recente: 19,5% (2008)
Região rural
— 1992: 90,9% da população não tinha acesso a água encanada
— Meta até 2015: 45,45%
— Dado mais recente: 72,6% (2008)
— 1992: 89,7% da população não tinha acesso a esgotamento sanitário adequado
— Meta até 2015: 44,85%
— Dado mais recente: 76,9% (2008)
Meta 7D: Até 2020, ter alcançado uma melhora significativa nas vidas de pelo menos 100 milhões de habitantes de bairros degradados
— 1992: 49,3% da população urbana vivia em moradia inadequada
— Dado mais recente: 34,3% (2008)
ODM 8: Estabelecer Parceria Mundial para o Desenvolvimento
Meta 8A: Avançar no desenvolvimento de um sistema comercial e financeiro aberto, baseado em regras, previsível e não discriminatório
— Não mensurável
Meta 8B: Atender as necessidades especiais dos países menos desenvolvidos Inclui: um regime isento de direitos e não sujeito a quotas para as exportações dos países menos desenvolvidos; um programa reforçado de redução da dívida dos países pobres muito endividados (PPME) e anulação da dívida bilateral oficial; e uma ajuda pública para o desenvolvimento mais generosa aos países empenhados na luta contra a pobreza
— O Brasil vai conceder acesso livre de tarifa e livre de cota aos países de menor desenvolvimento até meados de 2010.
Meta 8C: Atender às necessidades especiais dos países sem acesso ao mar e dos pequenos Estados insulares em desenvolvimento (mediante o Programa de Ação para o Desenvolvimento Sustentável dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento e as conclusões da vigésima segunda sessão extraordinária da Assembléia Geral).
— Não se aplica necessariamente ao Brasil
Meta 8D: Tratar globalmente o problema da dívida dos países em desenvolvimento, mediante medidas nacionais e internacionais de modo a tornar a sua dívida sustentável a longo prazo.Tratar globalmente o problema da dívida dos países em desenvolvimento, mediante medidas nacionais e internacionais de modo a tornar a sua dívida sustentável a longo prazo
— Brasil perdoou US$ 1,25 bilhão em dívida externa desde 2005
Meta 8E: Em cooperação com os países em desenvolvimento, formular e executar estratégias que permitam que os jovens obtenham um trabalho digno e produtivo
— Não se aplica ao Brasil
Meta 8F: Em cooperação com as empresas farmacêuticas, proporcionar o acesso a medicamentos essenciais a preços acessíveis, nos países em vias de desenvolvimento
— Não se aplica ao Brasil
Meta 8G: Em cooperação com o setor privado, tornar acessíveis os benefícios das novas tecnologias, em especial das tecnologias de informação e de comunicações
— Não abordada no relatório
Informações tiradas de: http://www.pnud.org.br/administracao/reportagens/index.php?id01=3439&lay=apu
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
3M - Nossa discussão de hoje!
Nossa aula de hoje (26.02) ainda não saiu da minha cabeça! Há muitas coisas que eu penso, que eu leio, que eu ouço mas só se encaixam e ganham forma numa aula como aquela.
Quando vocês me questionam o cérebro começa a procurar as informações armazenadas, algumas consolidadas e outras ainda não processadas totalmente.
Como é prazeroso perceber a mente de vocês fazendo ligações tão inteligentes e autônomas!
Chegando em casa há pouco, acessei minha caixa de e-mails e vejam o que eu havia recebido:
Está mais real do que imaginamos, não é? Mas nosso objetivo e ajudá-los a enfrentar esse futuro!
Conte com a gente!
Bj e um ótimo fim de semana!
Prô Débora
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Argentina X Reino Unido
Quando eu era criança eu sempre ouvia algo sobre a "Guerra das Malvinas". Os adultos falavam bastante nela e a televisão estava sempre comentando.
Hoje, lecionando Geografia, ao tratar de América do Sul, gosto de lembrar desse fato.
Agora há pouco, lendo as notícia do uol, me deparei com a seguinte manchete:
"Prospecção britânica de petróleo nas Ilhas Malvinas reacende as tensões entre a Argentina e o Reino Unido".
Bom, o jornal Le Monde de hoje publicou uma matéria muito interessante sobre o assunto. Segue abaixo para você conferir!
Por
"Vinte e oito anos após a Guerra das Malvinas entre o Reino Unido e a Argentina, que custou a vida de 649 soldados argentinos e 255 britânicos, o conflito de soberania sobre esse arquipélago do Atlântico Sul deu lugar, na última semana, a uma batalha de comunicados entre Londres e Buenos Aires.
O conflito em torno das Ilhas Malvinas (Falklands, para os britânicos) ressurgiu após a decisão de Londres de autorizar perfurações petroleiras ao largo desses dois pequenos pedaços de terra fria e pantanosa situados a 600 km da Terra do Fogo, povoados por 3.140 habitantes e 500 mil ovelhas, onde a Union Jack tremula desde 1833. Descartando qualquer ação militar, a Argentina, derrotada em 1982, contra-atacou em 16 de fevereiro, decretando que os barcos que quisessem atravessar as águas de sua zona econômica exclusiva, que se estende por 370 km, para chegar ao arquipélago, deveriam obrigatoriamente pedir uma permissão a Buenos Aires.
Essas autorizações serão concedidas por uma comissão interministerial e todas as mercadorias transportadas de um porto argentino para o arquipélago deverão ser declaradas. Essa medida administrativa visa complicar as explorações petroleiras. Londres reagiu, ressaltando que as regras em vigor nas águas argentinas “não afetariam as águas territoriais das Falklands, que são controladas pelas autoridades da ilha”. Buenos Aires lançou uma campanha diplomática para lembrar seus direitos e mobilizar apoios. Na segunda-feira (22), a presidente Cristina Kirchner obteve o apoio de uma cúpula que reunia no México 32 países da América Latina e do Caribe. Estes votaram uma resolução que exortava Londres a não iniciar a exploração de petróleo. Segundo a Argentina, a Grã-Bretanha viola as resoluções da ONU que determinam que as partes não devem tomar nenhuma decisão unilateral que possa agravar seu conflito.
A campanha de exploração, entretanto, começou na segunda-feira, iniciada pela sociedade britânica Desire. Ela visa avaliar os recursos exploráveis cuja produção só começaria daqui a muitos anos. Em 1998, as companhias Shell e Lasmo apresentaram indícios de petróleo e de gás. Mas elas abandonaram as pesquisas por causa da baixa cotação, na época, do petróleo (US$ 10 o barril). Segundo um estudo da British Geological Society, realizado em 1996, as reservas dos fundos marinhos são tão grandes quanto aquelas encontradas no Mar do Norte: 60 bilhões de barris.
A situação é diferente hoje. Os preços elevados dos hidrocarbonetos, os progressos tecnológicos em matéria de extração em águas profundas e o medo da falta de petróleo reavivaram o interesse pelas águas das Malvinas. Quatro companhias “juniores” se candidataram à exploração: Desire Petroleum, Borders & Southen Petroleum, Rockhopper Exploration, Falklands Oil & Gas. O maior trunfo das Malvinas é a pouca profundidade das águas – 400 metros ao norte e 1,2 quilômetro ao sul - , bem inferior às do golfo do México, do Mar do Norte ou de Angola.
Entretanto, o isolamento geográfico tornaria muito custosa a construção de uma rede de oleodutos que levassem o óleo bruto para as refinarias. Os grandes da indústria, BP, Shell e Exxon, se recusaram a entrar em um projeto muito incerto do ponto de vista político. Os banqueiros das empresas que estão na disputa – HSBC e Barclays – temem o impacto negativo dessa aventura sobre sua imagem na América Latina.
A Grã-Bretanha mantém no local uma guarnição de 1.300 soldados, 4 aviões de combate e um destróier, além de uma guarda costeira. Mas em caso de conflito, Londres seria incapaz de recriar uma força-tarefa marítima como em 1982, por causa de seu envolvimento no Afeganistão e dos cortes feitos na Marinha Real Britânica."
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Quantas pessoas já viveram na Terra? 2
Em outubro eu escrevi aqui sobre um site legal que mostra quantas pessoas há na Terra e, com dados estatísticos bem interessantes, ele mostram em tempo real a evolução do número de habitantes.
Naquela ocasião, postei o seguinte número: 6.797.276.051
Que saber quantas pessoas temos hoje?!?!?!?!
Então, para saber é só clicar em: http://www.worldometers.info/population/
bj
Até mais!
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Boletim 565 - PNUD
Boletim nº 565 - Segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Agora você também pode acompanhar as notícias do PNUD pelo Twitter. Acesse http://twitter.com/pnud
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Boletim 564 - PNUD
Boletim nº 564 - Terça-feira, 3 de novembro de 2009
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Publicação lançada por Centro para o Crescimento Inclusivo traz 99 artigos que analisam pobreza e temas sociais em diversos países
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